Adeus, comunicação interna!

14 mar 2018

Nas teorias mais clássicas da comunicação, que estudamos logo após ingressar na universidade, acreditava-se uma única e mesma mensagem seria capaz de atingir diversos PÚBLICOS, o tão falado “público-alvo”. 

E esse ser passivo agiria exatamente da forma como a mensagem ditava, pois era inerte, sem história e seria todinho preenchido de sentido por aquela tal mensagem que foi direcionada. Os tempos mudaram, galera!

E quando vejo em muitos planos de comunicação a palavra público-alvo sinto um certo arrepio na espinha. Tanto quanto sinto quando ouço “assessor de imprensa” e “comunicação interna”. O quanto nos custa aplicar aquilo que estudamos?

Lembrando das teorias da recepção e também das relações publicamos, podemos ir além e chamar os tais públicos –alvo de partes interessadas, ou stakeholders.

É claro que a empresa, ainda mais nos dias de hoje, em que existem diversas interfaces e plataformas de relacionamento entre público e marca, não pode e nem fala com apenas “um público”. Então, como é que você é assessor apenas de ‘imprensa’? E quem é que cuidará de uma crise na rede social?

Quando colocamos a comunicação em caxinhas e pensamos baseados em opostos (dentro x fora, interna x externa) a gente acaba perdendo muito, sabe por que?

1.      Cada empresa tem multiplicas culturas;

2.      O público não pode ser chamado de ‘interno’, mas até mesmo em uma única baia pode haver diversas tribos;

3.      Não existe uma mensagem para dentro e para fora, em tempos de redes sociais e compartilhamento de conteúdos em tempo real;

4.      O colaborador não é sujeito passivo e vazio de conteúdo. Ele é parte ativa do processo de comunicação, então, porque pensamos nele só como alguém que está lá dentro?

É por isso que diversos autores, como Bruno Carramenha e Viviane Mansi vem, há algum tempo, sugerindo o abandono do termo Comunicação Interna em prol de comunicação estratégica com funcionários.

Eu mesma, em consultorias, cursos e palestras , tenho alertado sobre 3 prontos:

1.      As empresas não disseminam sua imagem e fortalecem sua reputação apenas pela imprensa;

2.      É preciso ser ‘assessor de relacionamento estratégicos’ e não apenas ‘de imprensa’

3.      Toda campanha e conteúdo precisa ser planejada em termos de alcance, risco e impacto, abandonando a lógica dual de dentro x fora;

4.      O colaborador tem vários papéis sociais e a empresa é apenas um dos ambientes em que ele é sujeito atuante. Por isso, ele precisa ser informado com conteúdos estratégicos e relevantes.

E você, o que pensa sobre isso?

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Texto: Isabela Pimentel 
*Jornalista, Historiadora e  Especialista em Comunicação Integrada
Imagem: Divulgação   

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14/03/2018 Isabela Pimentel

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