Agência Pública usa novas tecnologias e dados para transformar jornalismo

05 jul 2018

A primeira reportagem da Série Comunica que integra vai contar um pouco da história e dos objetivos de um projeto jornalístico que vem ganhando destaque: a Agência Pública, especializada em jornalismo investigativo e checagem de dados.

A Agência foi fundada em 2011 por um time de repórteres mulheres, sendo considerada  a primeira  de jornalismo investigativo sem fins lucrativos do Brasil. Desde então, suas reportagens repercutiram em mais de 700 veículos de comunicação. Além das reportagens investigativas, a Pública também possui programas e mentorias específicas para o jornalismo independente e realiza concursos e eventos na área.

De acordo com a coordenadora de comunicação da Agência, Marina Dias,  sua criação foi motivada pela lacuna que havia  na produção de reportagens de fôlego. “Passamos a contar as histórias que outros veículos não contavam, sempre trazendo o ponto de vista da população. Aliamos preocupação social com jornalismo independente e de credibilidade. Temos duas missões: produzir jornalismo investigativo e fomentar o jornalismo independente no Brasil e na América Latina”, conta.

 

 

Hoje, o projeto também investiga violações de direitos humanos cometidas por governos e empresas e poder judiciário. Para Dias, um dos caminhos para a transformação do jornalismo frente os desafios trazidos pelas novas técnicas, mídias e linguagens do ambiente digital é utilizar a reportagem de dados para chamar atenção para problemas enfrentados por determinados grupos.

“Um exemplo é a nossa reportagem As cidades que mais matam mulheres no Brasil, que a partir de dados do DataSus revelou quais eram as cidades com os maiores índices de feminicídio no país. Após a publicação, fomos procuradas por organizações das cidades que lideravam o ranking. A cidade que aparecia em primeiro lugar – Ananindeua, no Pará -, chegou a fazer uma audiência pública para discutir o tema”, complementa.

Criando soluções inovadoras e utilizando narrativas transmidiáticas, é possível promover o debate público., estimulando que mais pessoas contem suas histórias.  “Fizemos um trabalho chamado Coleção Particular, em que denunciamos casos em que o espaço público é tomado das pessoas. Fizemos um mapa onde os leitores apontavam casos assim que não estavam em nossas reportagens”, detalha.

Quem quiser conhecer o  trabalho da Agência Pública, é só acessar https://apublica.org/

 

Texto: Isabela Pimentel 
*Jornalista, Historiadora e  Especialista em Comunicação Integrada
Imagem: Divulgação   / Agência Pública

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05/07/2018 Isabela Pimentel

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