Imagens manipuladas são tão nocivas quanto fake news

05 out 2018

O avanço das tecnologias de comunicação em tempo real, em conjunto com o fácil acesso a dispositivos móveis, contribuiu para a disseminação das chamadas notícias falsas ou fake news. A expressão remete a textos, contendo boatos, informações inverídicas e fontes inexistentes.Contudo, também é preciso ter muito cuidado com o compartilhamento de imagens e vídeos, pois, com ferramentas de edição, um registro fotográfico pode ser facilmente adulterado, gerando desinformação e até mesmo riscos para a sociedade, como foi o caso do linchamento do Guarujá, em 2014 – em que uma inocente foi agredida até a morte após ser confundida com uma imagem falsa que circulava na internet e em comunidades do Facebook.

Outro fenômeno que vem sendo muito recorrente, além das fake news em formato de texto, é o chamado deep fake, considerada a última fronteira na manipulação de vídeos baseada em inteligência artificial.

Com a ajuda de softwares de edição, as deep fakes consistem na substituição de rostos em um vídeo por outro, o que pode gerar confusão e constrangimento para as pessoas que tiveram suas imagens utilizadas. É preciso esclarecer que não apenas a manipulação das fotos é um risco, mas também o compartilhamento e o uso de uma imagem antiga fora de seu contexto, como ocorreu esta semana, quando um registro feito durante a Jornada Mundial da Juventude, realizada em 2013, foi usado em alguns sites de notícias sobre a marcha em defesa de um candidato à Presidência.

Confira 6 dicas para reconhecer imagens manipuladas:

Analise a foto com atenção;
Verifique se há falhas nos detalhes, como diferenças entre a cor do rosto em comparação ao resto do corpo da pessoa em destaque na foto;
Perceba se há falhas de continuidade e sobreposição de cenários;
Detecte falhas na composição de luz ou incoerência no jogo de sombras;
Atente para a presença de reflexos na imagem projetadas, seja em espelhos, água ou vidro;
Insira a imagem no Google Imagens ou no Tineye para checar sua procedência

 

 

Texto: Isabela Pimentel 
*Jornalista, Historiadora e  Especialista em Comunicação Integrada
Imagem: Divulgação

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05/10/2018 Isabela Pimentel

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