Influenciadores digitais: qual funciona com sua marca?

07 ago 2019

Foi-se o tempo em que influente era aquela pessoa superfamosa, celebridade de novela ou superconhecida. Na era das redes sociais, a visibilidade pertence não mais apenas às grandes marcas e personalidades, mas a algumas pessoas comuns que, com sua linguagem autêntica, humanizada e atraente, chamam atenção dos anunciantes e despertam a paixão de milhares de seguidores do seu respectivo nicho. Hoje o poder ‘de conversão’ e influência saiu das mãos da grande mídia e está mais democrático, permitindo inclusive ao pequeno negócio investir em microinfluenciadores em sua estratégica de comunicação e marketing.

Entram em cena os chamados influenciadores digitais, perfis muito ativos que postam conteúdo com certa periodicidade e com uma forma de se expressar marcante e clara, que faz com que seus conteúdos ganhem, muito além de curtidas, vários comentários e compartilhamentos, ganhando alcance também em outras mídias.

Ao contrário da comunicação de massa, ou seja, da época em que havia a criação de anúncios pouco segmentados para uma larga fatia da população, agora vivemos a era das mensagens personalizadas e de nicho. E quando uma marca ou empresa mapeia um perfil desses influenciadores vê nele um verdadeiro parceiro para seus negócios, alguém que irá contribuir para a formação de uma imagem positiva de seus produtos ou serviços, além de fortalecimento de sua reputação.

Em primeiro lugar, precisamos pensar que relações de influência são de mão dupla, e que para, de fato exercer tal função, um perfil precisa ter credibilidade e domínio em determinada área de atuação, estar na rede certa (ou seja, onde o público da marca está), falar a ‘língua’ do seu nicho de público e entregar conteúdos relevantes para aquela audiência.

Existem os influenciadores ‘macro’ que são verdadeiras celebridades convidadas para trabalhar com grandes marcas, mas outro perfil que está muito em alta é o dos microinfluenciadores, indivíduos comuns, mas que são extremamente conhecidos entre seus pares e nicho, por exemplo, um Youtuber que faz sucesso na sua cidade ou bairro.

Quando um cliente vê que o Youtuber X ou o perfil Y do Instagram mais famoso do seu bairro está consumindo um produto de tal marca, isso desperta nele curiosidade e também a sensação de aproximação. Aí está o potencial que o novo influenciador tem para os negócios: quando uma marca acerta em cheio na identificação do perfil que fala a língua do seu público, ele potencializa as chances de criar relações de identificação e influência, muito mais do que se fosse uma celebridade simulando o uso do produto (o que poderia, até mesmo, trazer um estranhamento por parte do público).

Nessa era em que todos querem ter voz, publicar seu conteúdo e se expressar, nada melhor do que ver que ‘gente como a gente’ também se identifica com o produto Z e que isso faz a diferença em seu cotidiano. Se por um lado os negócios mudam com os novos influenciadores, os consumidores também já não são os mesmos e optam por comprar algo de uma marca com uma estratégia de comunicação autêntica e humanizada do que uma que só possui um discurso bem elaborado.

Confira essas dicas que separei para que você possa começar a trabalhar com influenciadores em sua estratégia de negócio:

1) Microinfluenciadores são tendência para campanhas de nicho;

2) Nem todo grande influenciador pode ser influente para seu nicho;

3) Não é apenas o tamanho da rede que define um influenciador. É a capilaridade do conteúdo que compartilha. Um perfil de 100 seguidores pode ser relevante para aquele nicho.

4) Um mesmo perfil não é influenciador de tudo e em todos os canais. Segmente por tema e redes.

5) Quem é influenciador da sua marca hoje pode não ser amanhã. Atualize e reveja seu planejamento com periodicidade.

 

Texto: Isabela Pimentel 
*Jornalista, Historiadora e  Especialista em Comunicação Integrada
Imagem: Divulgação

Deixe um comentário

07/08/2019 Isabela Pimentel

Vamos juntos?