O que uma orquestra pode nos ensinar sobre liderança?

22 maio 2017

Ontem assisti uma belíssima apresentação da Cia Bachiana Brasileira. Impressionada com a desenvoltura do maestro e a harmonia dos músicos, comecei a pensar em como tudo isso tem relação com nossa vida, trabalho e propósito.Confesso que por muitas vezes não sabia para que local do palco olhar, tamanha a quantidade de pessoas talentosas em um só espaço. Comecei então a me concentrar no Maestro. Seus gestos eram firmes e ao mesmo tempo suaves…Quando esperava um tom mais forte ou uma mudança mais brusca na melodia, ele deixava isso claro não apenas com seu olhar, mas também com os seus gestos e movimentos corporais. Ele sabia dizer sem palavras. Afinal,o que o maestro representa para o orquestra?

Ele é o líder: aquele que rege, motiva quando necessário, que deixa claras as delegações, o que sabe ser firme quando necessário, que envolve e cativa com apenas um olhar e algo primordial: ele trata todos com igualdade, independente se alguém toca um instrumento mais “nobre” que outros. Todos tem seus valores e competências.

O maestro, tal qual esperamos de um líder, tinha carisma,força, vitalidade e estava ali, na frente de todos, inteiro, de corpo e alma: nada pior que um gestor ausente, não é mesmo? E pior que vivemos cada mais na era da gestão e delegação por Whatsapp.

Encantada, fui olhando depois para cada integrante da orquestra e comparando isso com uma equipe: como o maestro era claro e transparente, todos sabiam a hora de agir, calar, começar, pausar, continuar e finalmente parar. Cada um, consciente de seu papel bem delimitado e do todo (visão sistêmica), contribuia para a beleza e a harmonia do espetáculo, que, ao final, foi aplaudido de pé.

Quando um colaborador sabe seu papel, é reconhecido, está preocupado com a harmonia do todo e com os resultados da equipe, ele se dedica tal qual um músico instrumentista e executa a obra com maestria. O líder-maestro lidera não por palavras, mas pelo exemplo. Imagina quando ninguém sabe o que deve ser feito e o gestor não é claro? A equipe se perde, a orquestra fica com som ruim e o resultado é a desarmonia.

Será que estamos sendo bons maestros para nossas equipes? Sabemos nosso papel no todo e nos preocupamos com a harmonia? Ou focamos apenas no nosso “pedacinho” (instrumento) Como anda nossa liderança?

Somos maestros de nossas vidas? Estamos construindo uma bela obra (orquestra)?

E pensar que tudo isso e muito mais a música pode ensinar para sobre nossas carreiras, escolhas e acima de tudo, sobre o bem maior: a vida.

 

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Texto: Isabela Pimentel
*Jornalista, Historiadora e  Especialista em Comunicação Integrada

Imagem: Visual Hunt 

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22/05/2017 Isabela Pimentel

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