Redes sociais e produtividade: isso é mito?

10 abr 2017

Já ouvi, em consultorias e cursos, diversos relatos de empresas que bloqueiam o acesso de seus funcionários às redes sociais.

Algumas, argumentam que é segurança da informação; outras, que é para evitar a perda de produtividade. Mas, o que, de fato, leva as corporações a ter essa postura?

O primeiro ponto a ser esclarecido é: não é o fato de sua empresa não ter um perfil oficial nas redes sociais que vai impedir que circulem boatos e que ocorra uma crise, por exemplo. Ainda sem perfis, clientes, funcionários e concorrentes podem livremente fazer menções à sua marca.

Um segundo medo muito frequente é que, podendo acessar as redes no horário de trabalho, os funcionários irão deixar de trabalhar e focar nos projetos, para ficar apenas navegando, utilizando chat e etc. Quando existe uma política de recursos humanos focada em pessoas e regras claras de comunicação, os funcionários saberão quais são as orientações e limites de tal uso, portanto,essa preocupação não se justifica.

Quando o gestor estabelece metas claras, dá feedback e utiliza um sistema de avaliação de desempenho em que a produtividade e comprometimento são itens valorizados, o funcionário se sente mais motivado a entender os processos e sabe seu papel dentro da instituição. Pra que ter medo de uma rede, se tenho um funcionário que conhece seu valor e a contribuição que sua atividade desempenha no todo da empresa?

Um terceiro mito sobre as redes sociais é que , tendo acesso livre a elas, os funcionários irão falar mal da empresa ou acessar dados da concorrência. O primeiro passo para evitar que o funcionário recorra às redes sociais para denunciar problemas internos da empresa é criar instâncias de escuta e espaço para que ele se sinta confortável para compartilhar seus medos, anseios, angústias e problemas com a gestão, por exemplo. Será que esse funcionário que falou mal do chefe no Facebook encontrava abertura para dialogar com seu gestor?

Um quarto item que causa medo é a segurança da informação. Será que tendo acesso às redes os funcionários irão compartilhar documentos sigilosos e dados internos? A dica é a mesma: tenha políticas e orientações claras do que pode ou não ser postado e compartilhado, o que são os documentos e informações sigilosas e quais seriam as possíveis sanções.

Se a regra é clara, as orientações também e é construído um ambiente maduro de relacionamento, pra que bloquear o acesso?

Vamos refletir?

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Texto: Isabela Pimentel *
*Jornalista, Historiadora e  Especialista em Comunicação Integrada

Imagem: Visual Hunt 

 

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10/04/2017 Isabela Pimentel

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