Comunidades digitais: espaço para a gentileza

13 out 2020

Ainda pouco usadas, as comunidades digitais representam um caminho relevante e autêntico para as marcas na Internet.

Criadora da primeira comunidade digital voltada para conteúdo humanizado, Marketing de Gentileza, Laize Damasceno contou com exclusividade como transformou seu movimento que nasceu em 2014 em um grupo, posteriormente um negócio e agora um modelo inovador.

A especialista em conteúdo digital humanizado conta que as comunidades digitais não são novas, elas simbolizam o começo da história da Internet  e já eram faladas nas obras de referências de pensadores como Pierre Lévy, em sua obra Cibercultura.

Segundo o autor, as comunidades digitais seriam espaços de conhecimento colaborativo, atualização de saberes e promoção da inteligência coletiva.

E se as redes começaram assim, para onde vamos agora?

Sabemos que, devido a práticas invasivas, agressivas e muito focadas em vendas, diversos usuários tem relatado um “cansaço” em relação aos formatos tradicionais de anúncios, posts, landing pages e campanhas, por serem “extremamente agressivos”.

Gatilhos como medo, dor e escassez imperam em diversas páginas, em uma era em que tanto se fala de empatia e comunicação não violenta (CNV).

Foi acreditando no poder genuíno da gentileza que Laíze iniciou seu projeto seis anos atrás e após fazer um trabalho diário, coerente, consistente e focado na qualidade, consegui reunir em apenas um mês, mais de 400 membros na recém- lançada comunidade MDG.

“A raiz da Internet foi a formação das comunidades virtuais, lembra da era do Orkut e seus grupos? Estamos de volta a esse momento, pois o modelo tradicional não reflete mais o que as pessoas esperam das marcas” , reflete.

Como funcionam as comunidades digitais?

 Ela destaca que há vários tipos de comunidade digitais como, por exemplo, assuntos por interesse, região, atividades, entre outros. Mas, com a Internet e as variáveis nas tendências, vê-se um momento de retorno. “Quando criei o projeto MDG, em 2014, meu objetivo era propagar a humanização no marketing e nos negócios no ambiente digital. De maneira orgânica, se tornou um movimento na internet e em uma comunidade de pessoas que se identificam com essa abordagem”, relembra.

Por onde começar?

Primeiro, antes mesmo de criar uma comunidade ou pensar em um negócio focado em um grupo, é preciso definir o propósito. “O que faz com que uma pessoa se engaje com sua marca, está aí seu DNA”, aconselha.

É importante ter, além do propósito, um diferencial claro da sua marca e/ou projeto para não cair em uma visão agressiva de negócio, focada apenas na aquisição de leads sem qualidade ou relacionamento.

Canais adequados

Sendo assim, após essas etapas, é preciso ter um conteúdo focado no usuário e escolher o melhor canal. É aqui que ocorrem equívocos, pois, como sabemos, a audiência das redes sociais pertence às plataformas como Facebook e Instagram e não ao empreendedor.

Laize aponta que ter uma estratégia além das redes sociais, como uma comunidade digital, vai aproximar a marca dos seus públicos, gerando valor para os membros. “Além do espaço, da ferramenta, a plataforma envolve várias formas de engajamento, reconhecimento, é algo mais profundo, que vai além do Like”.

“No MDG, criamos vários níveis de reconhecimento, usando também a técnica de gamificação. As pessoas, para continuarem engajadas, precisam ser valorizadas e perceber que o que elas estão produzindo é realmente útil para a comunidade. Isso inspira e eleva a energia. Todo mundo que entra na comunidade pode publicar seu conteúdo e se participa contribuindo com mais de 3 publicações, se torna colunista oficial e embaixador #GentiLover (como chamamos carinhosamente os membros). Isso engaja e leva ao compartilhamento em diversos canais. Tem sido muito positivo”, conta.

Além de estar no mesmo espaço interativo e ter vários benefícios, os usuários do MDG têm conteúdo gratuito, cursos, networking e muito mais!

“A ideia não é trazer números, mas pessoas que se identificam com dois pilares principais da comunidade: gentileza como uma virtude para quem tem coragem e nosso propósito, que é humanizar as relações no mundo digital”, finaliza.

 Conheça o MDG em https://comunidade.marketingdegentileza.com/

Texto: Isabela Pimentel 
*Jornalista, Historiadora e  Especialista em Comunicação Integrada
Imagem: Divulgação

13/10/2020 Isabela Pimentel

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