Comunicação integrada: um oceano azul

comunicação integrada
30 ago 2020

Comunicação Integrada: uma realidade ou elemento distante da realidade da maioria das empresas brasileiras? Quando analisamos o cenário atual, encontramos muita similaridade com uma obra que terminei de ler essa semana: a estratégia do oceano azul, de W. Chan Kim. Recomendo para todos que queiram estudar negócios digitais e oportunidades desse mar!

Em tempos de economia de atenção, em que nossos conteúdos disputam os olhos e coração dos leitores com tantos outros canais , sites, mídias e apps, como ser notado? Como não cair na mesmice e ser esquecido?

Vamos, então, conhecer sobre o que fala O oceano Azul?

O que é o Oceano Azul?

 

 

Um dos primeiros pontos do livro que precisamos conhecer é o conceito de oceano vermelho, marcado pela presença forte de um foco na concorrência,  o que faz com que as empresas acabem esquecendo da geração de valor e da inovação. As empresas estão tão cegas pela concorrência, que entramos em um ciclo de mesmice e estagnação. Por outro lado, é preciso conhecer outros cenários, como o oceano azul. 

Dessa forma, quando falamos em estratégia corporativa, tradicionalmente opta-se por exploração de nicho, diferenciação por custo e posicionamento por atributos competitivos,  como caminhos a serem adotados.  Mas, o oceano azul ousa unir os três.

Enquanto nos oceanos vermelhos as regras são estabelecidas pela concorrência e as empresas querem ganhar mais e mais fatias de mercado e audiência, trazendo uma disputa por preço e reduzindo os lucros, no oceano azul o foco deve ser:

  1. Criação de espaços de mercado ainda não ou pouco explorados;
  2. Geração de demanda;
  3. Análise dos segmentos alternativos;
  4. Inovação de valor;
  5. Visualização dos movimentos do mercado;
  6. Revisão da estratégia;
  7. Categorização dos concorrentes;
  8. Estudo do comportamento do consumidor;
  9. Proposição de valor, pessoas e lucro.

Passos da Matriz de valor

Além disso, é preciso também investir tempo na criação da Matriz de valor, para conhecer o nível de competição de um setor:  o  eixo horizontal representa a variedade de atributos nos quais o setor investe e compete  e o vertical a relação entre valor e nível de oferta. Tem muita gente dando aula online? quais os atributos? E a relação com valor? 

Além da matriz de valor, é preciso que a empresa tenha proposições que alinhem geração de valor, lucro e pessoas, pois sem um time engajado e que entenda todos os processos, é difícil implementar a estratégia do oceano azul.

Segundo o autor,  “uma estratégia do oceano azul eficaz apresenta três qualidades complementares: foco, singularidade e mensagem consistente”. Para criar uma matriz de valor tangível, precisamos eliminar, reduzir,  criar e elevar.  Dessa maneira,  para  criar  uma  nova  curva  de valor  é necessário:

 

Como usar a comunicação  integrada nesse contexto?

Para chegar ao oceano azul,  é preciso criar uma estratégia de inovação que seja viável, que faça sentido para aquele segmento e tenha um apelo claro.  Para fugir da selva da mesmice, não vale criar algo novo e inútil. Muitas pessoas confundem a estratégia do oceano azul com grandes inovações tecnológicas ou criação de novos segmentos totalmente diferentes do que a empresa atua hoje.  Não se trata disso. É apenas a criação de novas oportunidades, fora do oceano vermelho e que gerem valor! 

Além disso, a inovação de valor permite aumento do valor para o cliente, aliado à  redução dos custos para a empresa. O autor usa casos do setor de entretenimento, como o Cirque de Soleil , que reconfigurou o contextos dos espetáculos, criando um nicho muito oportuno.

Se pensarmos em comunicação e criação de conteúdo digital,  o livro nos dá ótimas dicas, como:

  1. Definição do setor de atuação;
  2. Mapeamento de setores alternativos;
  3. Criação de nichos com possíveis demandas;
  4. Análise dos grupos estratégicos dentro de cada setor;
  5. Focar em grupos de adquirentes (early adopters, que rapidamente adotam a nova tecnologia e a difundem);
  6. Ter um escopo de produtos e serviços claros;
  7. Ter apelos emocionais e funcionais;

Além disso, é preciso entender muito bem para qual tipo de cliente é seu produto ou serviço, sendo a classificação a seguir:

 

comunicação integrada

A chave da mensagem coerente: diferenciação

Segundo o autor, sem um mapeamento de públicos bem definido, mensagem consistente e clara, além de atributos funcionais não é possível ter uma estratégia bem sucedida:   

“Sem essas qualidades, a estratégia da empresa provavelmente será confusa, indistinta e difícil de comunicar, com uma estrutura de custos alta. As quatro ações para a criação de nova curva de valor devem ser bem orientadas para o desenvolvimento de uma curva de valor com essas três qualidades, as quais servem como teste básico inicial sobre a viabilidade comercial das ideias do oceano azul”.

Dessa forma,  uma ótima dica  para campanhas de comunicação integrada na pespectiva do oceano azul é sempre fazer testes de viabilidade antes de um lançamento e também estar atento às mudanças de comportamento dos consumidores e suas categorias distintas, como falamos acima.

Assim, ao ter uma comunicação integrada, público bem mapeado, aposta em uma proposição de valor que contempla pessoas , negócios e tecnologia, sua empresa diferencia-se da concorrência.

Vamos começar a navegar em oceanos azuis, considerando boas práticas de mercado, mas também dando espaço à inovação de valor e criatividade?

Vamos revisar os quatro pontos -chave da estratégia do oceano azul?

  1. Despertar: análise dos concorrentes diretos e indiretos – Olhar estratégico;
  2. Exploração visual: analisar vantagens competitivas e o que precisa ser reduzido, ampliado, eliminado e criado;
  3. Usar a matriz de valor e sempre pedir feedbacks dos atuais e novos clientes;
  4. Ter contato com clientes atuais e potenciais dentro de um segmento e entender suas demandas ao longo do tempo (influenciadores, por exemplo, no setor farmacêutico)

Espero que tenham gostado do artigo, deixem seus comentários e dúvidas! Até o próximo 😉

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Texto: Isabela Pimentel 
*Jornalista, Historiadora e  Especialista em Comunicação Integrada
Imagem: Divulgação

 

 

 

30/08/2020 Isabela Pimentel

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