Redes sociais: monitoramento é rei!

22 abr 2017

Em tempos de redes sociais,  não basta uma empresa sair criando perfis nas redes sociais de forma desgovernanda.

Para ter uma estratégia bem sucedida, é preciso conhecer o público com o qual se quer comunicar, sua linguagem e preferências. O monitoramento, não apenas às menções feitas, mas também as críticas e comentários,  adquirem valor vital para melhorar o relacionamento com os clientes e até prevenir crises de imagem e reputação.

Para conhecer um pouco mais deste universo das redes sociais e do monitoramento, entrevistamos, com exclusividade, o Supervisor de Mídias Sociais da Globo, Carlos Alberto Ferreira. O especialista fala sobre tendências e dá dicas para as empresas que atuam nesses canais.

Confiram a entrevista completa:

Comunicação Integrada: Qual a importância do monitoramento de redes sociais para as marcas?

Carlos Alberto: É vital que uma empresa acompanhe a conversa que o público faz sobre ela, sejam críticas ou elogios. Tudo pode virar oportunidade para as marcas. Quem fecha os olhos para o monitoramento hoje pode fechar as portas amanhã.

Comunicação Integrada: Como identificar em que redes sociais a empresa deve estar?

Carlos Alberto: Primeiro é importante que a empresa tenha alguém com potencial para entender a dinâmica de cada rede social. Após esse exercício, a empresa pode saber qual caminho seguir. É um erro achar que se deve estar em todas as redes sociais, as marcas com estratégias mais assertivas são aquelas que escolhem com cuidado onde fincar sua presença nas redes. Não existe uma fórmula para isso. Tem que estudar mesmo e entender onde está seu público e como fazer parte daquela rede social.

Comunicação Integrada: Mapear influenciadores que tenham relação com a marca é um desafio. Como você analisa essa estratégia, em especial no mercado de nicho?

Carlos Alberto: A relação com influenciadores é um trabalho que transcende o trabalho de redes sociais. Isso é um trabalho de relacionamento e antes de se lançar num projeto com influenciadores, que tal a empresa olhar para si e pensar se ela está aberta a conversar com seu público? Se ela não tem isso no DNA, ela está criando problemas seríssimos. Por exemplo: se a empresa criar uma ação com um influenciador que tem uma base enorme de fãs e essa turma começar a criticar algo da empresa. Como ela vai agir? Será um problema enorme para administrar. O relacionamento com influenciadores precisa ser o ponto final de uma estratégia integrada de conversa com o público.

Comunicação Integrada: Você acredita que o uso dos microinfluenciadores vai virar tendência?

Carlos Alberto: Acredito sim. Nosso mercado de mídias sociais está em processo de amadurecimento. Até agora, os grandes números mandaram. Quem tinha mais seguidores, quem tinha mais likes, etc. dava as cartas. Só que a exigência evoluiu. Acredito que de agora em diante, as marcas vão querer falar com quem interessa de fato. Não estou numa linha de criticar quem tem grandes números, eles conquistaram esses números e merecem ser remunerados por conta disso, mas é importante notar que existe um universo muito maior de influenciadores para ativar. Isso veio para ficar.

Comunicação Integrada:  Daria uma dica para as empresas que tem medo de crises nas redes sociais?

Carlos Alberto: As crises sempre ocorreram e vão continuar ocorrendo, não tenha dúvida disso. Encare como uma oportunidade para se reinventar, para repensar seu negócio, fazer diferente. Existe um ditado estimulante para momentos assim: num momento de crise, crie!

 

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Texto: Isabela Pimentel  / Comunicação com Empregados / Brasport /Almedina
*Jornalista, Historiadora e  Especialista em Comunicação Integrada

Imagem: Visual Hunt 

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22/04/2017 Isabela Pimentel

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