Política de comunicação: como fazer?

23 out 2020

Política de comunicação é algo realmente raro nas empresas brasileiras. Muitas, ainda confundem essa política com um conjunto de frases bonitas e planilha de ações (plano tático). De fato, ela é além: compreende um conjunto de diretrizes e processos para guiar relação de uma empresa com seus públicos estratégicos.

Mas, como chegar lá?

É na política de comunicação que pontos estratégicos serão detalhados, como posicionamento, relacionamento com imprensa, formadores de opinião, gerenciamento da marca em momentos de crise, planejamento e estratégia de comunicação digital, ações de marketing e etc.

“A política traz esse norte, seja para processos , ações ou produtos. É um verdadeiro guia”, destaca o professor  e consultor Wilson Bueno, da ComTexto.

Confira esse infográfico especial com as etapas de criação de uma política de comunicação

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Infográfico: Isabela Pimentel (com textos de Wilson Bueno)

Plano e política de comunicação 

Assim, é nessa hora que muita gente confunde os dois conceitos, mas é preciso diferenciá-los e saber quem vem antes.

De forma específica, a política de comunicação é a base, definindo públicos estratégicos, propostas, diretrizes, processos, fluxos e ações e isso é consolidado no formato de um plano, com acompanhamento e mensuração de resultados.

O plano, assim, ajuda a implementar a política na organização, provendo diretrizes, produtos, iniciativas e processos. “Se quisermos criar uma ação de mídias sociais, isso deve estar previsto na política, ou seja, são os pontos importantes de ancoragem.   A base de respaldo do plano de comunicação é a política de comunicação e isso é raro nas organizações brasileiras”, destaca Bueno.

Dessa forma, para dar certo, a política de comunicação precisa ser um processo participativo, de diálogo com os diversos públicos da instituição, ou seja, stakholders e obviamente, a liderança e alta gestão.

Como estrututar a política de comunicação?

Assim sendo, a empresa que tem política sabe com quem deve se relacionar, em quais canais, criando ações e estratégias. “Dos pressupostos da política de comunicação é que vem o plano de comunicação integrada. Em tempos de sociedade conectada, não dá para trabalhar com base na intuição e achismo. Tudo precisa vir da análise de dados e métricas“, explica Bueno.

Sem política, só achismo

Decerto, sem acompanhamento de resultados e planejamento,  a comunicação fica sem foco e norte, trazendo riscos para a imagem e reputação das organizações. 

Ou seja, por trás de toda ação, post e campanha, deve estar claro o foco e objetivo, especialmente associados à dimensão estratégica.  Isso vem da Política de Comunicação e se desdobra no Plano de Comunicação Integrada.

Dessa forma, sem considerar riscos, processos e ter um mapa claro de seus públicos de interesse, a organização fica à mercê da própria sorte, por isso, é essencial estudar, analisar cenários e desenvolver políticas de comunicação.

Então, vamos fazer comunicação integrada e ser mais estratégicos?

Nesse sentido, sua empresa tem política de comunicação?

Ir além da política: gestão da estratégia

Desde já, sabemos que não basta fazer diagnóstico e planejar: é muito importante que a marca estruture um trabalho eficaz, baseado em uma estratégia de comunicação adequada à realidade da empresa

Assim sendo, a formulação das estratégias, que só deve ser feita após o diagnóstico e definição de objetivos, precisa também, levar em consideração:

  1. Riqueza de dados sobre momento atual, mercado, clientes, concorrentes, macro e microambiente obtidos no diagnóstico;
  2. Escolha de um segmento e alvo;
  3. Disponibilidade de recursos financeiros;
  4. Definição clara de objetivos de negócio;
  5. Objetivos de comunicação associados aos objetivos de negócio;
  6. Concorrentes e suas movimentações no mercado;
  7. Plano de riscos
  8. Capacidade de execução;
  9. Recursos Humanos;
  10. Conhecimento técnico;
  11. Detalhamento do mix de marketing ou comunicação;
  12. Possibilidade de desdobramento da estratégia em um plano tático e ações viáveis;
  13. Criatividade;
  14. Caráter multidisciplinar;
  15. Obrigatoriedade, regulamentações e limitações do setor em que a empresa atua (um exemplo são as áreas reguladas)

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Texto: Isabela Pimentel 
*Jornalista, Historiadora e  Especialista em Comunicação Integrada
Imagem: Divulgação

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
23/10/2020 Isabela Pimentel

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